Programa da Pós Graduação em Genética

Impacto Social

             Os projetos de pesquisa desenvolvidos no PPG-GEN têm grande impacto e relevância social, principalmente na região Sul do Brasil. Diversos professores têm se destacado na prestação de serviços na área da saúde, do meio ambiente, agronegócios e na interface entre o ensino e extensão na rede básica de ensino (fundamental e médio). Projetos desenvolvidos na área de inovação social por meio de interação com empresas públicas e privadas também são destaques na inserção e relevância social do programa. Assim, juntamente com suas equipes de estudantes de pós-graduação (mestrandos e doutorandos), pós-doutorandos e estudantes de iniciação científica têm realizado projetos e ações como:


Protocolo de diagnóstico de baixo custo e rastreamento molecular da COVID-19 em amostras de assintomáticos na comunidade UFPR


          Frente a atual pandemia de COVID-19, a equipe constituída pelos docentes Profas. Ana Claudia Bonatto, Daniela Fiori Gradia, Douglas Adamoski, Jaqueline Carvalho de Oliveira, Roseli Wassem e Maria da Graça Bicalho, por pós-graduandos do PPG-GEN, docentes do DGEN, alunos de graduação e voluntários tem realizado testes gratuitos para detecção molecular do vírus SARS-CoV-2. Esse projeto desenvolveu um protocolo mais barato e seguro através de auto coleta de material de saliva e análise em pools para diagnóstico viral por RT-PCR. As ações desse projeto atendem a comunidade acadêmica UFPR: alunos e familiares, professores e servidores técnicos e servidores terceirizados, além de grupos vulneráveis como população carcerária e grupos indígenas. Os resultados desse projeto servem para estimar o número de infectados em Curitiba, viabilizar a tomada de decisões do conselho universitário sobre as ações de prevenção e combate da COVID-19 na comunidade universitária e também contribuem na ampliação do número de testes realizados na população paranaense.”


Laboratório de Imunogenética e Histocompatibilidade (LIGH): uma unidade de apoio ao transplante no estado do Paraná


          Credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar exames de histocompatibilidade (Portaria nº28 de 16/03/98, DOU nº 52-E, de 18/03/98 seção 2 e 3), esta unidade realiza desde 2006 exames genéticos para o Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Erasto Gaertner. Desde o ano 2000, o LIGH tem parcerias com o HEMEPAR em Curitiba e algumas unidade do interior do Estado do Paraná e também com o Banco de Sangue do Hospital Erasto Gaertner. Esta atividade fundamenta e permite o desenvolvimento de projetos de pesquisa na área da Imunogenética da profa Maria da Graça Bicalho e da Profa Patrícia Savio de Araujo Souza (desde 2019). Assim, essa unidade do PPG-GEN envolve estudantes de graduação (estagiários de iniciação científica), Pós-Graduação, bem como equipes clínicas de unidades transplantadoras do município de Curitiba e interior do Paraná na prestação de serviços à comunidade Paranaense. Para tanto, o LIGH promove a qualificação profissional na área dos transplantes e realização de encontros e cursos para formação de multiplicadores de informações sobre a doação voluntária de medula óssea; a promoção de campanhas e palestras para captação de doadores voluntários de medula óssea. Através do projeto de extensão “Conscientizando doadores de medula óssea” são produzidos material de divulgação sobre a doação voluntária de medula óssea, a criação de grupo de recrutamento e ações estratégicas com participação de alunos de cursos de graduação na área biológica e da saúde.

Para maiores informações, acesse o sitio eletrônico https://ligh.ufpr.br/


Projeto MenoGen


           O projeto envolve abordagens multidisciplinares para investigar perfis genéticos associados a padrões epidemiológicos em comunidades Menonitas latino-americanas. O objetivo do projeto é gerar resultados que auxiliem na prevenção de doenças crônicas e embasem o delineamento de políticas públicas de saúde. Populações isoladas, como a dos menonitas, apresentam alto grau de consanguinidade e pouca variabilidade genética e ambiental, o que pode resultar na alta prevalência de fenótipos complexos. Coordenado pela profa. Angélica B. W. Boldt envolve pós-graduandos do PPG-GEN, alunos de IC e pós-doutorandos. Integram ainda o projeto, uma equipe multidisciplinar de pesquisadores e voluntários das mais variadas áreas da saúde (psicólogos, nutricionistas, médicos). A equipe realiza trabalhos de coleta de genéticos e epidemiológicos dentro das 3 principais comunidades no Brasil (duas no estado do Paraná), prestando serviços de diagnóstico de doenças complexas, aumentando a compreensão de saúde e capacitando as famílias afetadas em estratégias de medicina preventiva.

Para maiores informações, acesse o sitio eletrônico http://www.mennogen.ufpr.br/

 


Produção de inóculos de fungos do complexo de podridão de colmo e espiga do milho são usados em avaliações de resistência no campo e projetos de melhoramento genético


              “Produção de inóculos direcionados à seleção de fitopatologias pertencentes ao ‘complexo de podridão de colmo e espiga’ na cultura do milho” é projeto/prestação de serviços coordenado pela Profa. Lygia V. G. Terasawa em colaboração com a empresa KWS, empresa de melhoramento mais antiga no mundo, com sede principal na Alemanha, e que se notabilizou pelo aumento da produção da beterraba açucareira. Esta empresa tem ampliado o leque de culturas investigadas quanto aos seus interesses de negócio, incluindo o milho, o que resultou na parceria com a Profa. Terasawa, que tem atuado em pesquisas de melhoramento do milho há dez anos. A KWS no Brasil prevê a seleção de plantas resistentes ao complexo de fungos que acometem o colmo e a espiga e sua ação metodológica inclui a produção de esporos de fungos em concentrações capazes de manifestar a doença em materiais suscetíveis e selecionar os resistentes. Assim, o objetivo do projeto em colaboração está centrado na produção de fungos a serem usados em avaliações de resistência no campo, garantindo a segurança de uso por classificação molecular e quantidade definida de esporos por mL. O estabelecimento da parceria entre UFPR (Instituição de Ensino Superior) e KWS (empresa internacional), por meio do aproveitamento de suas respectivas competências, tem gerado resultados de qualidade, além da otimização do tempo de execução de processos metodológicos. A KWS, por meio de conceder bolsas de estudos a alunos de graduação e pós-graduação, tem proporcionado treinamento e especialização técnica para os alunos envolvidos no projeto, além de garantir auxílio na manutenção de seus estudos. O impacto social deste arranjo é o aumento da velocidade na obtenção de híbridos resistentes a fitopatologias. Isto decorre da segurança promovida na avaliação das plantas no campo. O agricultor é amplamente beneficiado porque um dos principais entraves na produção do milho é seu cultivo em área tropical altamente sujeita a doenças fúngicas.

Para maiores informações sobre esse projeto, acesse o site eletrônico https://intranet.ufpr.br/sigea/public/ onde tem informações sobre o convênio tripartite UFPR/KWS/ FUNPAR, firmado pela Agência de Inovação da UFPR.


Metodologias alternativas para testes (eco)toxicológicos são desenvolvidas e estudadas em colaboração entre UFPR e Grupo Boticário.


             O projeto “Desenvolvimento de metodologias alternativas para testes (eco)toxicológicos” (Termo de Contrato 139/2018) é coordenado pela Profa. Daniela M. Leme e está sendo desenvolvido em colaboração com uma empresa brasileira do setor de cosmético, Grupo Boticário. O objetivo deste trabalho é desenvolver novas metodologias baseadas em cultivo de células de peixe para estimar impactos ambientais de ingredientes cosméticos em fases iniciais do desenvolvimento de produtos, contribuindo, assim, para a sustentabilidade de produtos cosméticos. Diferentes inovações tecnológicas de cultivo celular, como o desenvolvimento de uma plataforma automatizada de cultivo, estão sendo desenvolvidas para que os testes ecotoxicológicos sejam facilmente integrados aos setores de P&D e Segurança da indústria. Estes métodos podem contribuir para a comercialização de produtos que apresentem baixo ou nenhum impacto ambiental, favorecendo, assim, a preservação dos ambientes aquáticos. Como o Grupo Boticário também é atuante no mercado europeu, para o qual há uma maior demanda por produtos ecológicos pelo consumidor, estas ferramentas de testes ecotoxicológicos certamente irão contribuir para a maior competitividade dos produtos cosméticos desta empresa por conferirem a eles mais segurança ambiental e apelo ao consumidor. Expansão do mercado e aumento de demanda, levam por sua vez, ao crescimento da empresa e geração de vagas de trabalho no mercado nacional. Este projeto também conta com participação ativa de uma aluna de doutorado e uma de mestrado, as quais também terão oportunidades de realizar estágios de imersão na empresa e, desenvolver suas habilidades de interação multidisciplinar.

Para maiores informações sobre esse projeto, acesse o site eletrônico https://intranet.ufpr.br/sigea/public/, firmado pela Agência de Inovação da UFPR.


Desenvolvimento de um modelo epidermal in vitro para atender as necessidades regulatórias de produtos que requeiram dados de irritação cutânea 


          O projeto “Desenvolvimento e implementação de métodos alternativos em Boas Práticas de Laboratório” (Termo de Contrato nº 48/2017) tem como coordenadora a Profa. Daniela M. Leme e foi desenvolvido em colaboração com a empresa ALS-TECAM, que é uma empresa líder em testes, incluindo os (eco)toxicológicos, sediada na Austrália e com unidades na cidade de São Paulo. O projeto teve como objetivo central o desenvolvimento de um modelo epidermal in vitro (RHE – Reconstructed Human Epidermis) para atender as necessidades regulatórias de produtos que requeiram dados de irritação cutânea. Esta inovação tecnologia proporciona uma menor dependência estrangeira (EUA e Europa) para a aquisição deste modelo de RHE, reduzindo, assim, os custos dos testes de irritação cutânea (OECD TG 439) no Brasil e favorecendo o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de empresas brasileiras. Além disso, a ampla possibilidade de aplicação do modelo de RHE, favorece outros aspectos de P&D contribuindo para o desenvolvimento de produtos mais efetivos quanto as suas funcionalidades particulares e seguros ao consumidor (saúde humana). Este projeto foi finalizado em 2019 e contou com a participação ativa de uma aluna de mestrado, a qual teve a oportunidade de realizar um período de imersão na empresa, vivenciando a rotina de testes e pesquisa no ambiente empresarial e, consequentemente, aprimorando habilidades de interação multidisciplinar, as quais são fortemente requeridas para inserção no mercado de trabalho atual.

Para maiores informações sobre esse projeto, acesse o site eletrônico https://intranet.ufpr.br/sigea/public/, firmado pela Agência de Inovação da UFPR.

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